NA BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II
1. Ao apresentar João Paulo II como digno da veneração dos católicos, a Igreja afirma oficialmente aquilo que era certeza de muitos, desde a altura da sua morte e até antes: aquele homem era um santo. Afirmar isto não significa dizer que acertou sempre ou que tudo foi positivo na sua vida. Como alguém disse, um santo é um pecador que nunca desiste no caminho da conversão. João Paulo II viveu intensamente este caminho, desde a sua juventude, marcada pela experiência dramática da segunda guerra mundial, até ao ocaso da vida, marcado pelo sofrimento e pela doença. Um dos aspectos notáveis da sua santidade é, precisamente, esta perseverança: apesar da sua longa vida, da imensidão de tarefas que o ocuparam, das missões que a Igreja lhe confiou, dos sofrimentos e das doenças, Karol Wojtyla nunca renegou nada, nunca voltou as costas. Lembra a palavra de Jesus: «Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não é apto para o Reino de Deus» (Lucas 9, 62). Karol Wojtyla lançou a mão ao arado e olhou em frente. O seu caminho fez-se de serviço e a sua conversão foi sempre no sentido do mais: mais fé, mais esperança, mais caridade.
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