Cristo e a Cidade
Um sítio ecuménico que não representa nenhuma Igreja cristã particular; sítio de cristãos empenhados em contribuir, de modo sereno mas eficaz, para tornar presente no espaço público a voz da Igreja de que são membros, na fidelidade ao seu Magistério, propondo-se fazê-lo sem renunciar às exigências da razão nem às da fé cristã.

Católicos em Portugal

«Que te fiz Eu?!»
1.
O recente inquérito sobre as opções religiosas dos portugueses, elaborado pela Universidade Católica Portuguesa, a pedido da Conferência Episcopal, merece ser lido e analisado. Sem entrar nos detalhes, percebe-se uma tendência para a diminuição do número de católicos em Portugal, o seu envelhecimento, a sua concentração no Norte do país, a sua prevalência nas aldeias e vilas e a predominância das mulheres.

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Aborto pós-nascimento ou infanticídio?

1. A questão ganhou relevo porque, “inadvertidamente”, um artigo para especialistas recebeu atenção pública e tornou-se motivo de ampla discussão, sobretudo na internet. O artigo intitula-se After-birth abortion: why should the baby live?, é assinado por Alberto Giubilini e Francesca Minerva e foi publicado online no Journal of Medical Ethics. Em síntese, os Autores defendem que os mesmos argumentos usados para legitimar a interrupção voluntária da gravidez antes do nascimento devem permitir proceder à dita “interrupção” depois do nascimento. Ou seja, aborto (antes do nascimento) e infanticídio (depois do nascimento) equivalem-se, se verificadas, no segundo caso, as circunstâncias que permitem legalizar o primeiro – daí os Autores do referido artigo escolherem a designação de “aborto pós-nascimento”, por concluírem que se trata de procedimentos em tudo semelhantes.

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Cinco anos depois, cinco anos a mais

1. Cinco anos depois do referendo que tornou possível a legalização do aborto a pedido da mulher, até às dez semanas de gestação, a contagem de vidas perdidas, no meio da indiferença geral, vai em oitenta mil. Oitenta mil crianças mortas legalmente antes de nascerem. Oitenta mil crianças mortas com financiamento do Estado, ou seja, de todos nós que pagamos impostos, mesmo daqueles que discordam absolutamente desta prática.

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Maçonaria e católicos

1. Falando nas Jornadas de formação do clero da sua diocese, no dia 24 de Janeiro,, o Patriarca de Lisboa lembrou a importância da unidade entre os católicos. D. José Policarpo referia-se à unidade na acção pastoral, que não pode estar sujeita a individualismos mais ou menos caprichosos. Mas referia-se, também, à unidade que supõe entender a Igreja a partir da Igreja e não a partir dos próprios desejos e convicções.

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