Cristo e a Cidade
Um sítio ecuménico que não representa nenhuma Igreja cristã particular; sítio de cristãos empenhados em contribuir, de modo sereno mas eficaz, para tornar presente no espaço público a voz da Igreja de que são membros, na fidelidade ao seu Magistério, propondo-se fazê-lo sem renunciar às exigências da razão nem às da fé cristã.

1º ANIVERSÁRIO


UM ANO DE “CRISTO E A CIDADE”


Abril de 2008. Começava esta aventura de tornar presente na rede, todos os meses, uma “revista digital” ecuménica, fiel à ortodoxia cristã expressa nos credos e nos concílios dos primeiros séculos do Cristianismo. Uma ortodoxia que assume a radicalidade da razão movida pelas exigências do Evangelho e da grande Tradição, uma razão que compromete cada um dos intervenientes com o essencial do cristianismo. Ortodoxia eclesial, que compromete cada um com a Igreja de Cristo, tal como se exprime na sua comunidade eclesial. Dimensão essencial desta ortodoxia é a presença, sem tibiezas, nos debates que atravessam a nossa sociedade e contribuem poderosamente para plasmar o nosso presente e, sobretudo, o futuro, o nosso e o das gerações agora a despertar para a vida.

O nosso compromisso era – e é – não nos ausentarmos da praça pública, onde se decide o presente e o futuro da nossa “cidade”. Outros, com projectos de sociedade diferentes daquele que nos anima, multiplicam as suas presenças e usam todos os meios para esvaziar o espaço público de qualquer referência cristã. Pela nossa parte, empenhamo-nos, com muitos mais, em manter presente na praça pública uma Tradição e um pensamento inspirados pela fé em Jesus Cristo e fundados no Livro dos livros, a Bíblia, o “Livro que ensina a pensar”, no dizer de Emmanuel Lévinas.

Uma batalha atravessa o coração da nossa “cidade”. Decide-se na vida de cada um, nas famílias, nas comunidades... No nosso tempo, como em todos, implica opções culturais, políticas, religiosas... totalitárias ou promotoras da liberdade, destruidoras do homem ou votadas à sua humanização, inimigas de Deus ou disponíveis para acolher a sua presença. Não recusamos a parte que nos cabe. Fazemo-lo sem ilusões, embora confiados no amor d’Aquele que nos “chamou das trevas à sua luz admirável” (1 Pedro 2, 9).

Na diversidade das colaborações e dos textos publicados, procurámos levar por diante esta tarefa. Se o conseguimos, cabe aos leitores decidir. Quanto a nós, sentimos a alegria do trabalho realizado e o desejo de continuar, contribuindo para a humanização da nossa “cidade”. Assim será no tempo que nos for dado.